Foi
no fim do século passado que editei o meu primeiro livro com o mesmo
título que estou dando à matéria de hoje. Constato que a guerra, a
guerra contra os alemães, esta guerra só vai acabar quando este
povo martirizado tiver sido extinto. É uma guerra que não é
conduzida com bombas e soldados, É A GUERRA DAS MENTIRAS. A mentira
é uma arma mortífera, da qual não há como se proteger, basta que
seja usada com incansável persistência e dispor dos meios
necessários para a sua divulgação. O mundo acaba de ter nova
demonstração.
Reproduzo
abaixo uma notícia que agora, dia 29.9.2016, apareceu em
noticias.terra.com.br sob o seguinte título:
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Ucrânia lembra 75 anos do massacre de Babi Yar
No período de dois dias, quase 34 mil judeus foram mortos no maior fuzilamento em massa feito pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.
Idêntica
matéria apareceu um dia depois na ISTOÉ online. Com certeza a mídia
mundial deve ter destacado o mesmo assunto, pois a fonte é a mesma.
O noticiário da TV da Angela Merkel, por exemplo, a DEUTSCHE WELLE,
foi quase todo preenchido com as cerimônias dedicadas à lembrança
do dito massacre que teria acontecido 75 anos atrás nas redondezas
de Kiew, capital da Ucrânia. Chefes de Estado, incluindo o alemão,
se fizeram presentes e alguns, na maior contração, fizeram seus
discursos. Tudo para dar consistência a uma mentira. Não se pode
admitir que estas autoridades não saibam da verdade. Então me
pergunto quanta hipocrisia elas têm que administrar. Por sinal, já
que estamos na Ucrânia, é muito estranho nunca alguém falar do
HOLODOMOR, quando Stalin e seu companheiro KAGANOWITCH exterminaram
pela fome milhões de ucranianos.
Voltando
ao assunto de hoje, ao Massacre de Babi Yar, já lhe dediquei em
17/08/2007, há nove anos, uma postagem naquele meu blog de então,
mais tarde censurado e removido pela UOL. Ainda pode ser encontrado
no meu livro “O QUE é VERDADE?” às páginas 71. Eis o texto
completo:
30
– O papa a serviço da difamação
17/08/2007
Revirando
os meus “guardados” ― os recortes de jornais que fui juntando
nestes últimos anos ― encontrei um de 22/6/2001 informando que o
papa João Paulo II fará uma visita a Kiev, capital da Ucrânia. Diz
mais: “Na segunda-feira (...) o papa rezará no monumento
consagrado aos judeus que foram vítimas do nazismo, em Babij Yar, no
lugar onde 120 mil foram massacrados e enterrados”.
Aí
estamos diante de mais uma dessas estórias escabrosas que até os
dias atuais são divulgadas pelo mundo afora, sem que haja um menor
esforço de verificação de sua autenticidade. Para começar vamos
encontrar enormes discrepâncias quanto aos números informados. A
saber:
Em
novembro de 1943, duas semanas após a retirada das forças alemãs,
os soviéticos chamaram jornalistas ocidentais a Kiev. Aos repórteres
foi dito que seis semanas antes os alemães ali teriam dinamitado e
queimado 70 mil cadáveres ao ar livre, cujos restos depois
foram juntados e enterrados por buldózers no desfiladeiro de Babij
Yar. O repórter do New York Times, que lá esteve, publica no dia 29
daquele mês o seguinte subtítulo na matéria correspondente:
“Remaining (physical) Evidence (of the massacre) Is Scanty”.
Através dos anos e das publicações as informações variam entre
300 e 3 mil vítimas. Por exemplo: Vitaly Korotych, editor
soviético-ucraniano, declarou diante do Institute of
International Affairs canadense, em abril de1990, um número de
300.000. – A Encyclopaedia Judaica e a Encyclopaedia
Britannica falam em 100.000. – Os alemães, com a
precisão de sempre, informam no Groβe Lexikon des Dritten
Reiches, editado em 1982, que se lamenta a morte de 33.371
judeus em Babij Yar. – A universidade de Toronto, em sua
Encyclopedia of Ukraine, editada em 1988, fala em 3.000
vítimas. Isto quanto aos números.
Quanto
ao fato existe uma documentação sugestiva de autoria de Michael
Nikiforuk, presidente do Babi Yar Research Commitee, e
publicada pela Ukrainian Friends of Fairfield Association nos
EUA. Segundo a mesma os arquivos nacionais de Washington guardam 1,1
milhão de fotos aéreas do tempo a 2ª.guerra, dentre elas 600 de
Kiev incluindo 20 vôos sobre o desfiladeiro de Babij Yar. As
primeiras datam das 12:23 horas de 17.5.39, mostrando detalhes como
carros, sombras de postes, arbustos e pequenas árvores. Fotos aéreas
são uma tradição na pesquisa arqueológica. Mesmo sob áreas
cultivadas elas descobrem ruínas de cidades antigas, cemitérios
etc. Pouco antes (desta documentação) foram descobertas através de
fotos aéreas, também na região de Kiev, em Bykivina, Bielhorodka e
Darnitsa, valas comuns de milhares de vítimas da era de Lazar
Kaganowitsch, governador soviético de Kiev. Pois daquela série de
20 vôos sobre Kiev as últimas fotos datam de 18.6.44 e comprova-se
que a superfície do desfiladeiro de Babij Yar não sofreu alteração
proveniente de atividade humana durante os dois anos de ocupação
alemã. E o autor da documentação afirma que em Babij Yar não
foram mortos e enterrados 35.000 (sic) judeus.
Estranho
que o Vaticano se preste a atuar num assunto tão polêmico, ou será
que as agências de notícias andaram informando por conta própria?
Até
aqui o artigo de então. Tomei a liberdade de grifar alguns trechos
do original. Tenho a impressão que os fatos narrados falam por si e
são mais uma comprovação desta guerra ininterrupta e que visa nada
mais nada menos do que o genocídio de um povo inteiro, um povo que
tanto contribuiu para a cultura e desenvolvimento desta civilização.
Toedter